Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

O amanhã



Literalmente, amanhã seria o dia mais esperado,
mas o hoje mudou o amanhã.
Mudar mantém a constância e o equilibrio natural da vida.
Independente da mudança ter sido planejada ou caótica, casual ou forçada.
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Muda-se o que for, para que o amor continue a existir.
Amor ganha prazo de validade em quem não muda.
Torna-se um produto pronto para consumo e perecível.
Que o amor seja eterno enquanto existir a mudança.
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E o meu amanhã se transformou nestas palavras,
para escrever a minha história, baseada em amor e escrita hoje.
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A intenção não é saber se o que escrevi foi óbvio (afinal: hoje é um novo dia, um novo tempo que começou...) ou confuso (nenhuma teoria de "management of change" explicaria).

Só dizer que estou feliz demais com as mudanças que andam acontecendo na minha vida! :)

Terça-feira, Dezembro 16, 2008

Bike no Brasil é 10...contentamento

O governador do Rio anunciou, em Paris, o lançamento de um programa de bicicletas públicas para Niterói. Ele disse que o sistema irá seguir o modelo parisiense e será muito similar.
Vejamos:
- Em Paris, foram disponibilizadas 20,5 mil bicicletas públicas, 400 km de ciclovias interligadas e 750 estações. A tarifa anual é de 29 euros, e o plano diário é de 1 euro ou R$ 3,23.

- Já o programa “Rio – Estado da Bicicleta” disponibilizou 100 bikes, a cidade tem 140km de ciclovias que não se interligam e oito estações instaladas em Copacabana. Caso a bicicleta não seja devolvida, será descontado R$ 350 do usuário. As tarifas custam R$ 10 por um passe diário; R$ 30 pelo semanal; e R$ 350 pelo anual.

Meu comentário? Eu acho que as bikes deveriam ser menos luxuosas e mais básicas, seguindo modelos de Barcelona e da Holanda, e não o requinte e o glamour de Paris. Mas como essa medida é para agradar turistas descontentes com a falta de opção para pedalar, deverá servir pra quebrar um galho. O problema é que tudo está sendo financiado pelo PAC.

Enquanto isso, em Brasília...morreram 46 ciclistas nos últimos 9 meses. O mais recente foi um senhor de 48 anos que eu cheguei a ver pedalando aqui no Lago Sul. O motorista do Honda Civic que o matou se eximiu da culpa. Mas euzinha sei muito bem quem foi o culpado. Já senti na pele a falta de respeito para com os ciclistas. Em quatro meses devo ter usado a minha bike por umas 5x, e em todas eu quase fui atropelada.

Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Há sinais por todos os lados

Na catedral de Brasília há uma estátua de São João fazendo um sinal com a mão que eu já conhecia. Bati a foto. Dias depois, durante uma visita ao Itamaraty, encontro um quadro do holandes Pieter Pourbus (Le Tricheur) que não pode ser fotografado, mas que mostra duas pessoas fazendo um certo sinal com a mão. A 'neura' do olho repentinamente voltou na forma de sinais com as mãos.

Mas eu já conhecia o sinal porque esse meu professor aqui vive fazendo esse gesto. Quando estive em Praga encontrei o mesmo sinal na entrada da biblioteca do escritor Franz Kafka. Rendeu outra foto e com direito a relembrar a neura do olho, pois aparece um olho egípicio entre as mãos.
As pessoas estão cegas para os sinais enraizados na cultura e na arte. Muitos símbolos que aparentam ser modernos possuem origem milenar e passam batido.

Na maioria dos túmulos judeus há o desenho das mãos para bendizer a passagem para a outra vida. O sinal é parte da tradição usada há milenios pelos rabinos e simboliza a letra Shim, a primeira da palavra Shadai em hebraico, que significa Deus.
Mas ai vem o capitão Spock, de Jornada nas Estrelas, e torna esse símbolo considerado sagrado pelos judeus em uma 'saudação dos Vulcans'. O cumprimento aparecia no filme acompanhado das palavras 'Peace and long life' (PLL) e recebia como resposta 'Live long and prosper' (LLP). Mas essa também era +/- a forma como os judeus se saudavam desde antes da época de Jesus.

O que me irrita é ver uma tradição milenar virar dinheiro. Se assim fosse apenas nesse caso, papai noel, coelhinho da páscoa e simbolos do rock and roll não existiriam.