Domingo, Março 29, 2009

Esse Brasil não é o meu país

Dia da mentira se aproximando e o Lula achou um bode expiatório. Apesar de seguir a cartilha do capitalismo internacional a risca, o presidente teima em se auto-considerar de esquerda. Criticou os banqueiros, e os petistas se deram por satisfeitos.

Mãos que seguem na mesma direção, mas olhares paralelos.

Sr. Lula, por favor, continue superficial apenas com as suas piadinhas e metáforas. Quando for para elaborar esteriótipos de gente branca culpada por alguma coisa, comece pelo seu governo.
O Brasil tem cargas tributárias altas e pagas principalmente pelos pobres, os mesmos que o Lula tentou defender. Mas o sistema tributário quem decide e faz é o Brasil, e não o cruel mundo do capitalismo globalizado.
"Em menos de dez anos a carga tributária deixou o patamar de 25% da renda nacional, no qual havia se mantido por mais de duas décadas, e se aproxima da marca de 36%. A mesma do Reino Unido" - Gustavo Patu, em "A Escalada da Carga Tributária"

A vontade que eu tenho é de vomitar ao ouvir palavras tão hipócritas do presidente. Criticando banqueiros, mas quanto do que foi investido no BNDES com a crise não foi parar na mãos deles e nas da Petrobrás? Quantos bancos pequenos foram engolidos pelos grandes na sua gestão? Quanto da reserva foi liberado às multinacionais automobilisticas e às financeiras? O governo brasileiro deixou de pagar algum bônus de fim de ano aos diretores de estatais ou fez cortes orçamentários nas suas despesas internas preocupado com a situação dos pobres?



Dois Brasis não, o país é um só: o de maior desigualdade social.(http://www.youtube.com/watch?v=ORntdXe7znY).

Ao achar um bode expiatório, o presidente só reproduziu a mentalidade de muitos brasileiros que hoje estão na miséria. Ninguém arruma o esgoto do bairro, porque isso é obrigação da prefeitura. Ninguém se importa se o filho não vai a escola, porque quem garante que ele vai aprender alguma coisa? Pessoas que esperam pela ação do outro, não são pessoas responsáveis por si mesma. Governo que espera a resposta de uma liderança internacional, não é responsável pelo seu povo.

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