Segunda-feira, Janeiro 30, 2012

AvAtAr-AnAlogiA

Faz um tempão que não coloco em prática a minha vocação natural para a analogia :)
Quando assisti o filme Avatar pela primeira vez, bateu uma vontade imensa de construi-lá. Mas só depois de um ano é que fui colocar em ação esse chamado existencial.

O filme ilustra a possibilidade de um ser ou uma alma co-existir em dois corpos. O que para mim representa a alma em conexão com o nosso corpo físico e com o espiritual, pois creio que depois de mortos recebemos um novo corpo espiritual, sem qualquer imperfeição (como o personagem principal do filme), e vamos morar em uma outra dimensão.

A cena inicial retrata uma narrativa sobre o sonho, onde é possível voar e sua mente pode fazer qualquer coisa, até o momento de se acordar. Eu acredito que no início da criação humana, fomos planejados para usar a total capacidade do nosso cérebro, para ter todos os sentidos super aguçados e uma mémoria inexplicável, suprindo toda essa fome por super-poderes e super-heróis que existe na humanidade. Deixamos de ser assim, quando a humanidade deixou a maldade reinar, ou como disse o general-vilão: “we are in Pandora”.

Consultei o Google e lá diz que o termo Avatar é Indiano e vem do Hinduismo. Na verdade é a mesma história de Cristo, pois o Avatar é um espírito divino que desceu em carne e osso e veio salvar a humanidade. Assim como existe a trindade de Deus, no hinduismo existe a trindade dos 3 deuses-azulões (azul claro e escuro) na forma de um: Vishnu (pai) que se apresenta-se como Krishna e o Rama.

Até mesmo a árvore do Jardim do Éden, que representava o conhecimento do bem e do mal, aparece no filme como Atoki (atokirina são as folhinhas/sementes da árvore). Aí tem também a passagem para o outro corpo, que é feita por um fluxo de luzes coloridas, chamados de flux-vortex. E que na vida "real" pessoas que já tiveram experiências com a morte dizem ter passado por tal túnel.

No filme, para o avatar-intruso entrar na comunidade ele tem que passar por uma cerimônia que eles chamam de "nascer de novo" (be born two times). Da mesma forma, a Bíblia fala em João 3:3-7 : 3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.

Duas frases que gostei no filme: "There was a sign!" (houve um sinal) e “All the energy is borrowed, one day you give it back”(toda energia é emprestada, um dia você devolve). Pois acho que Deus, apesar de ser mistério, manda vários sinais de que um dia haverá uma prestação de contas. Você não sabe de onde veio e nem sabe para onde vai, mas quando uma vida termina, outra começa. Como o personagem cita quando fala sobre a morte do seu irmão-gêmeo: “One life ends, other begins”.

Uma outra analogia que fica clara para mim refere-se ao processo de escolher o meio de transporte da época. Sem o bat-móvel ou o cavalo Tornado do Zorro, a tribo Omaticaya usa uma ave. E a escolha é feita da seguinte ordem: 1 - A recíproca tem que ser verdadeira: "you have to choose it, and he chooses you" 2 - Só há uma chance para escolher e partir para a luta 3 - Vence quem consegue conectar o rabo do cabelo com o rabo da ave: the bond! - a conexão é feita 4 - Imediatamente a pessoa tem que partir para a ação: voar.

A relação que vejo aqui é a de escolhermos DECIDIR e isso é sempre uma luta para não se influenciar pela situação contrária, mas permanecer firmado no que ficou decidido, persistência. Decisão é mais importante do que talento. Pessoas geniais precisam sempre de muitas e muitas horas de estudo e dedicação (a luta). O talento que não se usa enferruja e não é algo que desperta naturalmente, mas que exige dedicação e disciplina. Depois que você consegue "domar"a si mesmo, estabelecer os seus princípios éticos em situações de confronto, você precisa partir para a ação imediatamente. Pois ficar adiando uma ação é a receita infalível para gerar o medo de fracassar.

Termino com outra frase do filme: “strong heart, no fear”.

Domingo, Janeiro 29, 2012

O meu céu...

Essa aí é a minha janela...



Sol de direita....
Sol de esquerda...

Sol escondido..


Sol refletido...
Sol alinhado...
O sol da noite...

Uma quase "aurora borealis"

O pico do ciclo solar - apreciado durante o inverno! - Na verdade as fotos são de um lindo nascer de sol, no mesmo dia que a aurora borealis apareceu durante a noite.

Romanos 1:19,20



Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Do que você é feito?

Sim, cada pessoa é um universo diferente, inventamos os nossos padrões e sistemas operacionais que nos levam sempre ao mesmo erro, pois caminhamos na direção dos nossos extremos.

Pessoas exageradamente: racionais ou emocionais, mandona ou submissa, altruístas ou egoístas. E aí, os opostos se atraem. Mas depois se repelem. Adjetivo, sujeito ativo e passivo, preposição e, assim por diante permanecem, só o tempo é que muda.

Uma hora o diferente vai cansar, ao invés de encantar.

Relação ideal é quando duas pessoas estão lado a lado crescendo juntas, buscando o equilíbrio e servindo de espelho um ao outro para mostrar os pontos cegos.

Precisamos nos conhecer melhor.
Questione o sistema que existe dentro do seu universo,ok?

Quarta-feira, Janeiro 04, 2012

Estudo do livro de Exôdo..Cap 1

Este blog nasceu com o intuito de narrar uma saída da minha terra natal (Brasil) para um outro continente. Passei por um exôdo e por isso em 2012, ano que marca 6 anos vivendo na Holanda, gostaria de falar sobre o exôdo do povo de Israel contado no livro escrito por Moisés. A palavra nômade tem o mesmo significado que “hebreu”, pois era um povo sem raízes, que caminhavam numa jornada que nunca terminava - isso me lembra o slogan “Keep on Walking”!

Entenda o contexto

A palavra exôdo representa a saída do povo israelita do Egito.A história narra a saída dos escravos em busca da terra prometida. A base disso vem desde Abraão, quando Deus faz a promessa de que ele seria o pai de uma nação, que ele deveria sair da terra dele e que Deus o levaria para uma outra terra. O filho de Abraão é Israel, o filho da promessa (teve também Ismael - Palestina).

Já no Egito...
Quem dá início à vinda dos israelitas ao Egito é José. Por consequência da maldade de seus irmãos, ele é levado contra a sua vontade como escravo para o Egito. José é uma figura profética de Cristo, que também saiu dos céus e veio para a terra por força das circunstâncias. José, por saber interpretar os sonhos do Faraó e ser sábio, tornou-se o ministro-chefe do Egito. E na época das “vacas magras” em Israel, ele compartilhou as “vacas gordas” (economizadas no Egito) com o seu povo. Por este motivo, houve a migração de alguns israelitas para o Egito.
Depois de muitos anos que José havia falecido, o povo israelita se tornou muito numeroso (a procriação era algo sagrado na cultura deles) e próspero (crescem por ter muita organização). O povo que havia sido salvo pelo Egito anos antes, agora era maltratado.

Quando é que a escravidão chega?
Quando a maldade entrou no coração do rei,este Faraó então não havia conhecido a José e a história do Deus de Israel (paralelo à maldade de Hittler contra o povo de Israel). O povo israelita também havia se esquecido da sua própria história, da promessa de Deus, e estava estagnado na ingratidão.
Como o povo não parava de crescer, o rei ordenou que todos os meninos que nascessem deveriam ser mortos (assim como foi também na época do nascimento de Cristo e retratado em Apocalipse na figura do dragão que busca tragar o filho da mulher).
Como as parteiras israelitas temiam a Deus, elas não matavam os bebês e depois mentiam dando uma desculpa. Vale lembrar que o Antigo Testamento é um show de imoralidades, mentir poderia ser visto como um padrão moral e depois como pecado.
O menino Moisés foi então escondido por 3 meses (simbologia com os 3 dias em que Cristo ficou como morto antes de ressucitar).